“Depois da Covid-19 as moradas serão mais funcionais, versáteis e sustentáveis”

A cozinha será o centro da casa, com uma aposta pelos materiais “Made In Spain” e espaços abertos

Hisbalit, firma líder em design e fabrico de mosaico de vidro, entrevistou reconhecidos designers de interiores e arquitetos nacionais para saber a sua opinião sobre as tendências que chegam para ficar depois dos meses de confinamento, entre as que destacam a aposta pelos espaços polivalentes, materiais ecológicos fabricados em Espanha, tons madeira e designs personalizados.

Das cores escuras aos tons madeira

“A cozinha passou a ser um espaço essencial durante o Estado de Emergência e a partir de agora a sua importância será potenciada, transformando-se no ponto de união da morada. As tendências de cores são diferentes. Do negro e tons escuros do princípio do ano aos tons madeira ou vintage. Volta do tradicional, mas com a tecnologia integrada e um toque moderno e sustentável, com materiais ecológicos de design como o mosaico Hisbalit”, avança a equipa do estúdio Sac Interiorismo.

Materiais fabricados em Espanha

A designer de interiores Virginia Albuja destaca que é hora de apoiar as empresas espanholas. “Os profissionais promovemos a utilização de materiais ecológicos e biodegradáveis Made in Spain”.

A arquiteta Mónica Diago explica que a partir de agora as moradas serão mais versáteis, funcionais e sustentáveis. Para além, serão personalizadas. Adatadas a cada tipo de família.

De acordo com Sandra Amate, outra das novidades é que as moradas serão concebidas para o teletrabalho, con espaços cómodos e confortáveis.

A localização das casas também vai ser alterada. Para Blanca Hevia, as periferias das cidades passam a ter mais destaque, pois procuramos espaços mais abertos. “Se não for possível, uma varanda, um pátio ou um jardim serão essenciais”, diz a designer.

Arquitetura Passive House e Bioconstrução

A arquiteta Lorena del Pozo destaca que depois do confinamento os projetos serão sustentáveis, tanto na execução como no design, e irão com o prefixo bio. “No design potenciaremos a iluminação, os recursos passivos e os materiais responsáveis, que não emitem toxicidade. Os vírus como o da Covid 19 afetam mais as áreas contamidas”, diz Del Pozo.

“Na arquitetura, o padrão alemão Passive House e a bioconstrução será cada vez mais utilizado, tanto nos meios necessários para construir como nas fases preliminares de análise da quantidade de energia que um edifício consome e como podemos diminuir esse impacto”, acrescenta.